Parkour com Parkinson
O dia a dia radical de quem caminha por São Paulo com mobilidade reduzida
Essa newsletter traz… O meu diário de uma queda; as mil e uma utilidades de uma bengala; o unboxing de uma Unidade Corporal de Gerenciamento Compartilhado; e a interiorização de um bairro prestes a desaparecer.
Caí na rua. Era algo que eu esperava já há dez anos, quando notei os primeiros sintomas de Parkinson – ainda levaria cinco anos para ser diagnosticado, mas a hipertonia na perna e a tremedeira no braço, ambos do lado esquerdo, já influenciavam meu caminhar. Sabia que não me livraria de levar um tombo. Primeiro, porque, antes da manifestação da doença, eu era desengonçado e tinha experiência em quedas dignas de dublê ou de palhaço de circo. Segundo, porque as calçadas de São Paulo foram projetadas não para o trânsito de pedestres, mas para a prática de parkour.
Eu planejava iniciar este texto de outra maneira, mais honrosa. Mas caí na rua e foi providencial demais para ficar de fora de um ensaio sobre acessibilidade. Fui ao chão, de joelhos, bem na frente de um canteiro de obras, um dos muitos que tomaram meu bairro de assalto nos últimos anos (leia mais aqui). Pior que nem posso culpar um terreno detonado pela exploração imobiliária. Era um trecho plano, lisinho, recém-entregue pela construtora.
O problema desta vez foi um cabeamento no caminho. Fizeram uma faixa de grama à beira da guia e, de lá, brotava um tubo de plástico que, imagino, serve para passar fiação. Tropiquei, titubeei e me estatelei. Além da oportunidade de usar verbos como tropicar, titubear e estatelar-se, essa experiência me trouxe algo mais para me preocupar quando saio pelo meu bairro.
Moro na Vila Mariana, mas poderia falar de Pompeia, Perdizes, Santana ou qualquer penhasco paulistano onde um Fiat Uno Mille precisa desligar o ar-condicionado, pegar velocidade, engatar a segunda e orar antes de encarar a subida de uma ladeira. Já fiz rapel no Jardins ao ser surpreendido por uma tempestade que transformou as ruas em corredeiras e esses degraus em quedas d’água. Em outro dia chuvoso, optei por rafting ao descer de uma vez só uma escadaria da Vila Madalena. Tudo antes dos primeiros sintomas do Parkinson, quando ainda me considerava o Bruce Willis de “Corpo Fechado”, inquebrável, por sobreviver intacto a tantos tropeços.
Em São Paulo, a disputa territorial sempre produziu bizarrices arquitetônicas em volta de casas e edifícios. Como ruelas de calçadas tão estreitas que fazem os pedestres preferirem o asfalto. Ou portões de garagem para carros bundudos – você já viu isso, sim, portões com protuberância, que invadem o espaço aéreo da calçada para caber a traseira de um veículo. Moradores e condomínios entendem que a responsabilidade sobre a manutenção do calçamento em frente à residência lhes autoriza a fazer o que bem entenderem com aquele pedaço de terra. Por exemplo, compensar a inclinação da rua com uma sequência de degraus que fariam bonito em pirâmides maias.
Na legislação de São Paulo, o Decreto 63.884/2024 regula a padronização das calçadas, em alinhamento com a ABNT NBR 9050. A responsabilidade recai sobre o proprietário ou locatário do imóvel para construir, conservar e manter o passeio. Segundo a Prefeitura, entre 2019 e 2021, foram reformados cerca de 1,65 milhão de metros quadrados de calçamento (cerca de 826 quilômetros lineares), pouco mais de 2% da estimativa total de 34 mil quilômetros da cidade (há uma imprecisão nos dados, como destaca essa nota).
Vamos supor que as obras realizadas atenderam de fato às normas e levaram em conta as necessidades de todos os cidadãos – o que nunca saberemos, pois não houve fiscalização que atestasse isso. Mesmo com tal voto de confiança, a imensa maioria das calçadas ainda maltrata quem caminha por elas.
Mas por que uma cidade inteira deve arcar com melhorias só para a parcela da população com alguma mobilidade reduzida poder usufruir? Porque quando falamos em acessibilidade universal, não levamos em conta apenas pessoas com alguma deficiência física ou idosos ou grávidas, por exemplo. O conceito trabalha em benefício de todos. Qualquer um pode ter mais dificuldade de se locomover um dia. Seja por ter se acidentado, carregar algo pesado ou empurrar um carrinho de bebê. Ou apenas por viver o tempo suficiente para envelhecer e entender que a agilidade da qual se gabava na juventude se foi.
“Primeiro a vida, depois os espaços, depois os edifícios – o contrário nunca funciona”, escreveu o urbanista dinamarquês Jan Gehl, em seu livro “A Vida entre Edifícios – Usando o espaço público” (1971). Seu conceito de cidades mais humanas inspirou a transformação de sua Copenhague e outras cidades mundo afora, ainda nos anos 1960, ao retirar carros das ruas, eliminar estacionamentos e devolver os espaços à circulação de pessoas.
“A mobilidade de pedestres, como meio de transporte, nunca teve um papel estratégico atribuído ao desenvolvimento das cidades modernas, com a consequência de que o espaço público como local de encontro e convivência foi reduzido, ameaçado e, em muitos casos, eliminado”, disse, em entrevista recente. “Não nos esqueçamos de que o Homo Sapiens é um animal que caminha: é uma prática benéfica para o clima e para a saúde do corpo e da mente”.
Em Seul, há um projeto que defende práticas como reduzir a altura das guias de meio-fio em faixas de pedestres, de 20 centímetros para um centímetro, para dar mais segurança e acessibilidade. Também selecionaram ruas para pavimentação diferenciada, removeram obstáculos (como postes e canteiros no meio do passeio) e ampliaram a faixa de pedestre.
Em Bogotá, políticas públicas de recuperação de vias para pedestres mostram que isso não é utopia, é projeto. A capital colombiana costuma aparecer em estudos sobre as cidades mais bem preparadas para se caminhar no mundo. Isso se comprova no dia a dia, com o passeio a pé sendo o segundo meio mais adotado pela população ao se locomover (28%, atrás apenas do transporte público).
Isso se deve a programas como o Barrios Vitales (lançado em 2016, como Plazonetas), que revitalizou dezenas de milhares de metros quadrados de vias, priorizando os pedestres. As intervenções incluíram reformas de calçadas, faixas de pedestres e outras melhorias para dar segurança e conforto à circulação de pessoas.
Visitei a Colômbia em 2022, já com minha passada chapliniana, e caminhei bastante por alguns dos 33 bairros atendidos pela iniciativa. Em nenhum momento, tive medo de cair. Só não tenho certeza se regiões periféricas foram lembradas ou se a ideia se restringe a áreas nobres e turísticas.
Acessibilidade não é favor. É planejamento. “Se tudo o que fazemos em nossas cidades for bom para uma criança de oito anos e para uma pessoa de oitenta, será bom para todos”, diz o princípio que guia a ONG canadense 8-80 Cities, que promove o conceito em todo o mundo. Soa até óbvio, mas achei que era uma forma muito precisa de explicar a acessibilidade universal. Mas vivo em São Paulo, uma cidade que sempre privilegiou o individualismo em detrimento da comunidade. Então, há alguns anos, precisei me munir de uma ferramenta apropriada para o triatlo diário: uma bengala.
Confesso que resisti um pouco no começo. Já era quarentão, mas me via jovem ainda para depender de um terceiro ponto de apoio. Qual seria o próximo passo? Usar boina e suspensórios e ficar no banco da praça dando milho aos pombos? Um vizinho idoso que insistiu e me emprestou uma das suas bengalas, depois de me ver cambaleando pelo quarteirão. Logo, percebi o quanto esse instrumento me facilitava a vida. Principalmente, para retomar minha autoconfiança (veja mais, logo abaixo nessa newsletter, na seção Eu que Fiz).
Graças à bengala, este ano consegui completar uma trilha de cinco horas em plena Floresta Amazônica, durante uma viagem ao Pará. Hoje, diagnosticado e em tratamento com um remédio que reestabelece minhas funções motoras em boa parte do meu dia, não é sempre que a procuro. Mas, agora que, enfim, caí na rua, talvez calcule que só assim passarei pela prova de obstáculos que é esta cidade.
Falo mais sobre Parkinson em outras edições da newsletter, que você pode acessar aqui e aqui.
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EU QUE FIZ
A terceira perna
Como uma bengala me tirou da depressão
Nunca fui bom em Geometria na escola, mas se há uma regra que lembro é a dos três pontos não colineares determinarem um plano. Com isso em mente, não entendo por que fazem móveis de quatro apoios se a lógica matemática alerta sobre a bambeada nesses casos. Bem, não sou mesinha do boteco para precisar de um calço da bolacha de chope sob um dos pés. Quando o desequilíbrio provocado pelo Parkinson me deixou inseguro de sair na rua, topei experimentar o uso de uma bengala. E isso apareceu no momento certo.
Já estava há mais de um ano fazendo exames invasivos para descobrir a causa da rigidez na minha perna esquerda. Ela fazia com que um lado do meu corpo tivesse os movimentos do Robocop. Sem o diagnóstico correto, não havia tratamento possível. E essa incerteza me fez ficar cada vez mais encerrado em casa até o dia em que não consegui nem me levantar da cama para trabalhar.
Nessa época, surgiram duas luzes no fim do túnel (não, não eram faróis de um caminhão). O primeiro, foi o empréstimo de um senhor do meu prédio. Ele deixou para mim na portaria um das bengalas que ele usava. Sempre me dizia que seria uma boa tentar e eu desconversava. Quando o zelador a colocou nas minhas mãos, não tive mais desculpas. Experimentei e virei fã.
A segunda luz foi uma conversa com o escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli. Fui ao Sesc Santana para fazer um curso dele, algo como “Desenho para quem não sabe desenhar”. E não fui aceito na aula por um motivo curioso: segundo ele, eu desenhava bem. Só na hora de me despedir Mutarelli notou o tremelique no meu braço esquerdo. Contei o que eu sabia – lembre-se de que o diagnóstico demorou um pouco. “Começa a desenhar com sua canhota”, ele soltou. Expliquei que era destro e nem antes dos sintomas faria algo que prestasse assim. “Não importa, aprende a desenhar errado, não foge do feio.”
Aquilo ficou na minha cabeça. Posso não ter exercitado muito o traço com a mão trêmula. Mas me deu uma liberdade muito grande de desenhar do meu jeito sem me preocupar em fazer algo bonitinho (e muito ordinário).
Corta para 2018, às vésperas de uma Feira Miolo(s).









Participei de uma oficina pré-evento, na qual criei uma zine simples, rascunhada à caneta com a mão esquerda, a ruim (na verdade, usei ambas, pois “desenhar errado” pode ser cansativo). Como tema, escolhi a bengala. Ou melhor, a ressignificação deste objeto, transformando-o em qualquer outra coisa. Como no post abaixo.
Para a minha surpresa, a zine vendeu bem durante a Miolo(s). Algumas pessoas quiseram levar para dar a um parente mais velho que desafiavam a gravidade nas calçadas sem bengala. Um fisioterapeuta queria várias, para esfregar na cara dos pacientes teimosos. Fiquei feliz com o interesse e achei que seria uma boa ideia reeditá-la, com um pouco mais de cuidado. Os anos passavam e nada.
Pois agora cumpri a promessa. Em tempo de participar da Miolo(s), realizada no fim de semana passado, com o coletivo Discórdia, do qual faço parte. A inspiração para a capa foi a obra “A Traição da Imagem” (1929), do belga René Magritte, com a bengala tomando o lugar do cachimbo. Também usei minhas artes como base para as animações do teaser desta newsletter. Assista abaixo, é uma boa maneira de conhecer este trabalho.
Quem sabe você também conhece algum cabeça-dura que se recusa a usar bengala e pode, como eu, acabar no chão. Se é o caso, me mande uma mensagem. A feira acabou, mas ainda dá tempo de comprar a zine.
Falo mais sobre a bengala aqui.
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SÓ UMA PALHINHA
Um espírito baixou em mim
Cheio de tutoriais, romance é um manual para aprender a lidar com um corpo conjugado
Estou escrevendo três romances ao mesmo tempo. E quando digo isso, não quero soar arrogante. Pelo contrário. Esta afirmação expõe minha incapacidade de concluir projetos antes de me envolver com outros. Talvez seja melhor reformular este texto. Vamos lá...
Tenho três romances engavetados no momento. Um deles está perto de um ponto final. Então, em breve, devo me orgulhar de ter “apenas” dois romances na fila de espera. Falei de um deles na newsletter #3. O outro se encaixa ao tema de hoje.
O protagonista é um sujeito com Parkinson, um ilustrador que trabalha como desenhista de retrato falado para a Polícia Civil, mas que perde seu único dom quando os sintomas da doença afetam seus membros do lado esquerdo.
Só que, em nenhum momento, seu diagnóstico será mencionado. Ele prefere pensar que metade de seu corpo está sob o controle de outra pessoa ou coisa. E em vez de se adaptar a esta realidade, acaba se afundando em uma investigação sem propósito.
Já falei demais. Então, se despertou sua curiosidade, leia aqui o prólogo do livro.
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CÃO-GUIA
No rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo
Uma volta por um vilarejo caipira encravado em uma metrópole desfigurada

Queria ser bonito, para me munir de arrogância. Mas a Vila Mariana me obriga a confraternizar com os demais moradores. Apesar da verticalização, o bairro é uma cidadezinha do interior com acesso ao metrô. Você faz o passeio diário com seu cão e, quando vê, já interagiu com meia vizinhança. Se der bom dia a alguém, mesmo com um movimento involuntário de sobrancelha, a pessoa vai esperar por uma saudação equivalente todos os dias, até um de vocês mudar de CEP ou de plano espiritual. E sair na rua com bicho bonito aumenta o risco de gastar sorriso com estranhos.
Essa semana, aproveitei uma tarde de Sol – e meu atual quadro de desempregado – para dar uma volta maior com Gabo, meu cão, que nasceu agraciado pelos deuses da fotogenia. Mergulhamos na bolha do bairro, entre a Chácara das Jabuticabeiras, o Córrego do Sapateiro e o Cafezal do Botânico, onde bucólicos ipês, vilas de casas e ruas de paralelepípedo fazem os moradores se esquecerem do apocalipse imobiliário que as incorporadoras promovem logo ali ao lado. O bairro virou um enorme canteiro de obras delimitado por unidades do Oxxo e da SmartFit. Mesmo assim, as pessoas ainda exaltam um suposto senso comunitário campestre, proseando com desconhecidos na fila de uma padaria artesanal.
E nesse rancho fundo de porteira eletrônica e cerca alta com câmeras de vigilância, não há grupo mais comunicativo do que o de cachorreiros. Eles se comportam na realidade do mesmo modo que os amantes de vídeos de filhotes fofos no Instagram. E Gabo é tão bonito que, quando passa, até beata incorpora o pedreiro e grita “olha que rabão gostoso” ou “ai, quero morder essa bundinha”. É virar a esquina para alguém nos parar e perguntar pelo nome, a idade, quanto de pelo solta, o que come, se faz xixi no tapetinho. Em uma caminhada dessas, repito as mesmas informações o tempo todo. Na próxima vez que encontrar essas pessoas, terei de passar a ficha inteira de novo, sorridente.
O pior é que meu cachorro, ciente de sua beleza, nem finge ser simpático. Ele late para as pessoas que tentam passar a mão nele e não dá uma cheirada sequer a quem o elogia. Quase em casa, ainda me fez arruinar a ótima relação que eu mantinha com um vizinho de quadra. De regata e sandálias, esse cinquentão cabeludo não sai do seu portão. Há uns dez anos, ignoramos um ao outro sem nossos olhares se trombarem. Desta vez, porém, o cachorro decidiu deixar um cocô bem na frente da casa do sujeito.
Surpreso com a parada repentina, soltei um “opa”. Mais espantado ainda, o cabeludo se viu obrigado a devolver com um “epa”. E como eu aguardava, com um saquinho, a defecada do cão, ele cobriu o silêncio com um “que belezura” – referindo-se ao animal, que virou a cara e já tratou de puxar a guia. Cruzei outras duas vezes com esse vizinho desde então e tudo indica que vamos adotar o “opa-epa”, interjeição que a Grécia espalhou pelo Mediterrâneo para que campesinos urbanos de todo o mundo conseguissem se comunicar com uma economia de letras.
Antes eu morasse na Santa Cecília ou na Vila Buarque. Andaria por aí como o protagonista de um seriado que se passa apenas na minha cabeça e voltaria a ignorar o outro, um mero figurante sem falas. Não no burgo da Vila Mariana. Aqui, você comenta com alguém sobre a falta de lixeiras para descartar um saco de bosta e, no dia seguinte, a pessoa te puxa para indicar uma horta comunitária, a poucos quarteirões, onde posso produzir meu próprio adubo.
Gabo é personagem de muitas edições desta newsletter. Se quiser ir direto a elas, clique aqui, aqui, aqui e aqui (nesta última, com direito a um desenho animado do Gabo).
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ALGO+
Caminhar, tropeçar, existir: o corpo e a cidade
LIVROS
Morte e Vida de Grandes Cidades (Editora Martins Fontes), de Jane Jacobs.
Nascida nos Estados Unidos, mas vivendo no Canadá, a urbanista Jane Jacobs apresenta aqui seu manifesto por uma cidade mais humanizada.
A Filosofia de Andar (Ubu Editora), de Frédéric Gros.
Em 25 ensaios, o filósofo francês Fredéric Gros reflete sobre as muitas formas de se fazer um percurso.
As Cidades Invisíveis (Cia. das Letras), de Italo Calvino.
Fábulas do mestre Calvino sobre o modo como o espaço urbano reflete nossos medos e desejos.
FILMES
A Escala Humana (Dinamarca-Blangadesh-China-Nova Zelândia-EUA/2012, 80 min.), de Andreas Dalsgaard.
Depoimentos de pensadores, arquitetos e urbanistas (inclusive Jan Gehl), questionando o que acontece quando as pessoas se tornam o foco do planejamento das cidades. No Prime Video.
Urbanized (EUA-Inglaterra/2011, 85 min.), de Gary Hustwit
Outra interessante discussão sobre o urbanismo contemporâneo. No Prime Video.
Medianeras (Argentina-Espanha-Alemanha/2011), de Gustavo Taretto.
A solidão moderna em meio ao concreto, a partir dos desencontros de um rapaz e uma moça, vizinhos em Buenos Aires. No Reserva Imovision.






Poderia fazer a versao espelhada japonesa - de calçadas boas a cachorros feios e donos que nao socializam (tamanho o medo de uma mordida fortuita) - para vc.
Sempre direto, lúdico e realista.
Escreva e escreva, pq precisamos do seu inventário de coisas inúteis paga perceber que sua palavras são as mais úteis em nossas vidas.